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Escritos na categoria

Enxuto & Ágil

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A Sprint Ideal tem Duas Trilhas?

Já rabiscamos a estrutura de uma Sprint Ideal. Falamos sobre início e fim, cerimônias, duração e a necessidade de folgas. O papo de hoje é sobre o que acontece dentro de uma sprint. Gente muito boa, como Marty Cagan e Jeff Patton, sugeriu o trabalho em duas trilhas (dual track). Há controvérsias, claro. Além de ideias que merecem dois ou três giros experimentais.

Precisamos Aposentar o Requisito

Requisito nunca foi o nome ideal para embalar as necessidades, vontades e restrições de nossos clientes e usuários, muito pelo contrário. É um termo ruim pelo que significa - uma condição - que piorou com o uso. Passamos décadas culpando os requisitos e quem os verbaliza (e muda!) pelos problemas e fracassos em nossos projetos. Enfim, se palavra tivesse ficha corrida, a do requisito seria tão extensa quanto a especificação funcional dos infernos. O que nos impede de aposentá-la?

Sprint Ideal

O sprint ou A sprint? Nunca sei. Uso a segunda opção para combinar com a tradução mais comum: A iteração. Escrevendo ou falando, nem sempre me lembro disso. Mas, quem dera nosso maior problema com as sprints fosse determinar seu gênero na versão aportuguesada. A sprint, conceito que está no núcleo da proposta Scrum, é vítima e causa de muitos mal entendidos. Este artigo tenta esclarecê-los enquanto rabisca sugestões para uma Sprint Ideal.

Agile, pra que te quero?

Te quero para dar roupa e nomes novos para meus velhos hábitos e habitats. Quero tribos, guildas e esquadrões bem alinhados em minha mal disfarçada organização matricial. Assim mantenho o statu quo de um jeito SEGURo. Com certificados e atestados de maturidade. E daí se a ideia original era cancelar esse mindset de certificações e modelos de maturidade? Entenderam nada, inocentes!

RenDanHeYi

Um pouco antes de morrer, Taiichi Ohno — o pai do Sistema Toyota de Produção — foi perguntado: o que você está fazendo? Ele respondeu: pensando em formas de reduzir o tempo gasto entre o pedido do cliente e a entrada do dinheiro¹.

A Caixa de Ferramentas do PO

Não são poucos nem triviais os trabalhos do PO. Para inspirar e orientar o desenvolvimento de produtos ele precisa de boas ferramentas. Estamos cheios delas. E isso não é necessariamente bom. Sobram sobreposições e redundâncias. Faltam interfaces para que as ferramentas se comuniquem e possibilitem a construção de uma narrativa lógica e coesa. A organização da caixa de ferramentas do PO dá trabalho.

PO: Quem se Habilita?

Não é fácil ser Dono de Produtos. Mas não precisamos levantar restrições como aquelas colocadas pela Toyota para seus engenheiros-chefe. Doze anos de formação? Não precisamos de tanto. Dez mil horas de prática? Não faria o menor sentido.